





Conheça a história de Jemima Patapocinha, uma pata voluntariosa que se vê em perigo após encontrar uma astuta raposa. Mais um clássico para crianças da genial autora britânica Beatrix Potter, cheio de afeto e com lindas aquarelas que parecem abraçar. Perfeito para ler junto e criar memórias inesquecíveis.
R$ 48,00
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Em A História de Jemima Patapocinha, a grande autora britânica Beatrix Potter (1866-1943) nos apresenta o encontro entre a voluntariosa patinha do título e uma astuta raposa que faz tudo para “ajudar”.
No clássico, Miss Potter narra “uma aventura que mostra os perigos de ser bobinha e sem malícia, e de se acreditar na conversa de desconhecidos gentis e sedutores”, nas palavras da grande escritora brasileira Ana Maria Machado, tradutora da obra.
Uma história encantadora, como todo o universo criado por Miss Potter.
Após acompanharmos as travessuras de Nutkin, protagonista de A História do Esquilo Nutkin (1903), lançado pela Barbatana em 2016; as aventuras de Pedro Coelho, o mais famoso personagem da escritora britânica Beatrix Potter, em A História de Pedro Coelho (1902), que publicamos em 2017; as trapalhadas de Jeremias Pescador (1907), em A História do Senhor Jeremias Pescador, que lançamos em 2018; as peripécias dos dois ratinhos travessos Tim Mindinho e Unca Munca, em A História dos Dois Ratinhos Travessos (1904), que publicamos em 2021, conhecemos agora a personagem Jemima Patapocinha.
Em excelente tradução de Ana Maria Machado, a editora lança outro clássico de Miss Potter, A História de Jemima Patapocinha, livro publicado originalmente em 1908 e nunca antes publicado no Brasil.
Nesta edição, o livro é editado do modo como a autora o imaginou, com as aquarelas em página inteira dialogando pausadamente com os textos, em formato pequeno para caber nas mãos das crianças.
A publicação de A História de Jemima Patapocinha dá sequência à celebração dos 150 anos de nascimento de Beatrix Potter, de quem também publicamos A História da Senhora Tiggy Tipico (1905; 2023) e A História da Senhora Thomasina Aquinino (1910; 2025).
Leia o texto de quarta-capa
“Talvez eu goste tanto desta história porque me traz lembranças da infância, quando minha avó me convenceu a tomar um remédio muito amargo em troca da promessa de uma ninhada de patinhos que iam nascer no galinheiro. Amarelinhos e lindos, foram o presente mais deliciosamente fofo que ganhei na vida. Mas meus filhos também adoravam este conto, mesmo sem nunca terem tido a oportunidade de terem um presente igual.
A História de Jemima Patapocinha é típica dos relatos que Beatrix Potter criou, com seu espírito científico de observação da natureza e de tudo que a rodeava, e sua imaginação divertida para inventar aventuras dos pequenos animais com que convivia. Por um lado, ela registra o costume de se entregar ovos de patas para que as galinhas chocassem, o instinto das fêmeas para fazer ninhos, as ameaças que as raposas representavam para os galinheiros, as características diferentes dos cães de guarda e dos cães de caça. Por outro lado, escreve uma aventura que mostra os perigos de ser bobinha e sem malícia, e de se acreditar na conversa de desconhecidos gentis e sedutores. E mostra a confiança que tinha na proteção de Kep, seu cachorro tão querido que, como Jemima, também existiu de verdade…”
Ana Maria Machado
Saiba mais sobre o livro
Passados 150 anos de seu nascimento, “Beatrix Potter é uma das vozes mais originais da literatura infantil, tendo realizado uma ruptura revolucionária ao tratar seus leitores sem condescendência nem qualquer vestígio de tatibitate ou concessão ao meloso”, como afirma a escritora Ana Maria Machado em seu livro Como e Por Que Ler os Clássicos Universais Desde Cedo (Objetiva, 2002).
Como diz a importante escritora brasileira, “os animais na obra de Beatrix Potter são bem diferentes. Não são humanizados, embora vistam roupas. Mas comportam-se o tempo todo como os bichos que realmente são: a raposa quer comer a pata, o esquilo esquece onde enterrou as nozes para o inverno, o sapo que vai pescar quase é comido por um peixe grande, o coelho invade uma horta para roubar cenoura e por pouco não leva uma surra ou é apanhado para ir para a panela. O que encanta é justamente a ironia divertida que perpassa as histórias, obtida com esse contraste entre as encantadoras aquarelas da autora que pontuam quase cada frase (em livrinhos pequenos que cabem nas mãos infantis) e a absoluta recusa de qualquer sentimentalismo”.
Ler suas perturbadoras e atemporais histórias hoje, tão relevantes quanto quando as escreveu, há mais de cem anos, é um raro e prazeroso presente. Tão imenso quanto apreciar suas lindas e detalhadas pinturas.
Nasceu em South Kensington, Middlesex, em 28 de julho de 1866, e morreu em 22 de dezembro de 1943, em Sawrey, Lancashire, também na Inglaterra. Escritora e ilustradora considerada um dos nomes mais importantes da história da literatura para crianças.
Seu primeiro livro, A História de Pedro Coelho, foi publicado em 1902 pela editora britânica Frederick Warne & Co., após várias tentativas frustradas por diversas editoras da Inglaterra, tornando-se rapidamente um estrondoso sucesso, ao qual se seguiram mais de 20 livros que se tornariam clássicos da literatura infantil inglesa. Mais de 100 anos depois, a autora continua a ser um nome de protagonismo mundial na literatura produzida prioritariamente para crianças.
Nasceu em 1941 no Rio de Janeiro (RJ), onde reside. Eleita em 2003 para a Cadeira nº 1 da Academia Brasileira de Letras (ABL), é uma das principais escritoras brasileiras de todos os tempos e nome central da literatura voltada a crianças e jovens leitores.
Por seu livro de estreia, História Meio ao Contrário, de 1977, ganhou o prêmio João de Barro, construindo a partir de então uma das mais importantes e premiadas obras da história da literatura brasileira, tendo sido agraciada em 2000 com o Prêmio Hans Christian Andersen pelo conjunto de sua obra infantil, dentre centenas de outras distinções nacionais e internacionais.
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Voltado a crianças a partir dos 3 anos, que realizem a leitura dos textos e imagens compartilhada com um adulto, o que não impede que a leitura também seja divertida e recomendada para crianças maiores. Ou mesmo para nós, que somos ainda bem maiores!