







As histórias que compõem este livro foram primeiro ouvidas na fronteira do Brasil com o Paraguai e depois escritas. São, ao que tudo indica, os primeiros contos infantojuvenis em portunhol. Escrito por Douglas Diegues e ilustrado por Ricardo Costa, este livro, acerta Xico Sá na Apresentação, “é a pequena felicidade da surpresa”.
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Dizem que os contos que compõem Era Uma Vez en la Fronteira Selvagem foram primeiro ouvidos na fronteira do Brasil com o Paraguai e somente depois escritos. São, ao que tudo indica, os primeiros contos infantojuvenis escritos em portunhol.
Seu autor foi amigo de Manoel de Barros e é, ele próprio, um poeta premiado e estudado pela academia. Douglas Diegues vive na fronteira entre o Mato Grosso do Sul e o Paraguai, ou Fronteira Selvagem, como ele diz, e escreve com grande riqueza em Portunhol Selvagem, defendendo assim que uma língua não existe apenas por ser um idioma oficial, de Estado, mas existe na medida em que existe como fala e escrita.
“Tomara que las crianzas também descubram que nos existem línguas superiores nem línguas inferiores, porque todas las línguas têm sua beleza”, diz Douglas.
O livro é composto por 7 contos fantásticos, em que personagens da fauna e da flora da Fronteira interagem e nos fazem perguntas filosóficas que, de tão formatados que vamos nos tornando, muitas vezes não conseguimos responder. Um exemplo? “Por que la banana tem la forma curva?”
Delirantemente ilustrada por Ricardo Costa, a obra contém Apresentação de Xico Sá, que em dado momento nos diz: “Como é gostoso o meu Portunhol Selvagem! Com essas ilustrações do artista Ricardo Costa, a gente vê a vida com o filtro ideal para as viagens inesquecíveis”.
“El Portunhol Selvagem es como um solzinho escondido dentro da gente”, explica Douglas Diegues. Como se diversão precisasse de explicação. “A graça do Portunhol Selvagem”, acerta Xico Sá, “é a pequena felicidade da surpresa. Aquele presente, o riso do inesperado, que belo susto”.
Venha conhecer também o Portunhol Selvagem.
Nasceu no Rio de Janeiro (RJ), em 1965, del amor de sua mãe paraguaya e seu pai brasileiro no Rio de Janeiro (RJ), mas foi criado nas fronteiras desconhecidas do Brasil com o Paraguay. Pela Barbatana, publicou em parceria com Ricardo Costa o livro Era Uma Vez en la Fronteira Selvagem, considerado o primeiro libro infantojuvenil escrito en Portunhol Selvagem.
Publicou Dá Gusto Andar Desnudo por Estas Selvas: Sonetos Salvajes (2002), considerado o primeiro livro de poemas em portunhol publicado no âmbito da literatura latino-americana.
Com o selo Eloísa Cartonera, publicou Uma Flor na Solapa da Miseria, El Astronauta Paraguayo y la versión pocket de Triple Frontera Dreams, que em 2017 foi publicado em versão antologia personal pela editora Interzona, de Buenos Aires. Fundador de Yiyi Jambo, la primeira editora cartonera paraguaya, em Asunción, onde viveu entre 2007 e 2010.
Colaborou em diversas publicações literárias no Brasil, no Paraguay e na Argentina. Organizou com o antropólogo Guillermo Sequera o livro Kosmofonia Mbyá Guaraní (2007) sobre a origem mítica do som e da palavra entre os guaraní Mbyá. En 2015, seu livro Tudo lo que Você Non Sabe es Mucho Más que Todo lo que Você Sabe foi publicado em edições cartoneras no Brasil, Chile, Perú, México, Argentina y España simultáneamente. Alguns relatos seus foram publicados também nas antologías Los Chongos de Roa Bastos (Argentina) e Neues vom Fluss: Junge Literatur aus Argentinien, Uruguay und Paraguay (Alemanha).
Nasceu e reside em São Paulo (SP), em 1969, aos pés da reserva florestal da Serra da Cantareira, a maior floresta urbana do mundo, o pouco que restou da sagrada Mata Atlântica dos nossos ancestrais Tupis-guaranis. É artista visual, atuando em cenografia e ilustração.
Trabalhou também em espetáculos produzidos pelo Grupo de Teatro Oficina, participando na criação de cenografias, figurinos e objetos cênicos.
Publicou em 2018 o livro Odara, Tudo Que É Bom e Bonito!, fruto de uma pesquisa de mais de dez anos.
Para as Edições Barbatana, fez ilustrações para os livros Vidas Secas: Edição Ilustrada, de Graciliano Ramos; Punk (2018), de Antonio Bivar; e Caderno Alado: a Passarada do Infinito em Prosa e Verso (2017), de Cristina Porto.
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Voltado a crianças a partir de 9 anos, em fase de consolidação da leitura fluida e interpretativa, o que não impede que a leitura seja compartilhada com os menores ou apreciada por nós, que já somos bem maiores!