Este livro ilustrado para jovens leitores traz em primeira mão para o Brasil a escrita delicada do escritor Fernando Carlos, jovem de Luanda que, em seus textos, faz uma rica aproximação entre as Angolas urbana, rural e mítica, acompanhado das ilustrações do brasileiro Kel, que constrói uma fabulosa sinfonia visual cheia de cores.
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“Ao longe o pai reconheceu o mais velho, que estava no meio da meninada a contar estórias…”
Kimbi e a Magia na Floresta traz em primeira mão para o Brasil a escrita tão bonita, colorida, delicada e inventiva do escritor angolano Fernando Carlos Adão, jovem nascido na capital Luanda, que em seus textos faz uma rica aproximação entre a Angola urbana, a Angola rural e a Angola mítica.
Composto por dois contos interligados, “Kimbi” e “A Magia na Floresta”, o livro escrito por Fernando Carlos é o ponto de partida para a narração de várias histórias, que acontecem tanto no plano textual, como no plano visual.
Em “Kimbi”, Yala e Wime, dois meninos que vivem em Luanda, na Angola urbana, vão de férias para a aldeia Nzoji para finalmente conhecerem o avô Kapala, griô que concentra a sabedoria ancestral do povoado. É lá que conhecem o menino Kimbi. Juntos, os três viverão aventuras que os modificarão para sempre.
Na fábula “A Magia na Floresta”, que dá acesso à Angola mítica, espécie de encontro entre a Revolução dos Bichos e A Arca de Noé, a bicharada tem uma série de problemas a enfrentar após a grande devastação que uma Tempestade causou ao seu habitat: como arrumar moradia para todos?; como assegurar que cada bicho viva como e com quem quiser?
Os dois contos se interligam textual e visualmente, e para isso contam com as ilustrações de outro jovem, o brasileiro Kevelyn Oliveira, o Kel, que constrói uma fabulosa sinfonia visual cheia de cores.
Das cores presentes em Angola. Das cores presentes no Brasil.
Nasceu em Luanda, Angola, onde reside. É ator, dramaturgo, slam poet e escritor. Seu livro Kimbi e a Magia na Floresta recebeu o Prêmio FNLIJ de Melhor Livro de Literatura Estrangeira em Língua Portuguesa em 2023.
Atuou e escreveu as peças Janelas para o Nada, A Praça do Conto, Issunje Kakulo e Kabaça, além de Sonhos de Rua, peça vencedora do Festival Internacional de Cazenga (Festeca) 2013.
Participa de Slam de poesia falada desde 2016 e em 2017 foi vencedor do Luanda Slam com o poema Manifesta. Publicou o seu primeiro livro, Ritmos da Luta, em 2018, pela editora angolana Asas de Papel. Em 2020 venceu o Slam Tundawala, em Angola, e o Prémio Matilde Rosa Araújo (Trofa, Instituto Camões), em Portugal, na categoria Lusofonia, com o conto A Bicicleta Avó-Mãe.
Nasceu em São Paulo (SP) e reside em Ubatuba (SP). É designer e artista gráfico. Sempre busca retratar o cotidiano de forma lúdica, trazendo camadas de suas vivências em seus trabalhos.
Memórias de uma Girafa (Edições Barbatana, 2016), livro sanfonado com texto de Clarice Ferreira Verano e Paulo Verano, foi a primeira obra que ilustrou, selecionada para integrar o catálogo da FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) para a Feira do Livro Infantil de Bolonha 2017 e incluído nos Programas de Aquisição de Livros da SMESP em 2018, 2022 e 2023.
Pela Barbatana, também ilustrou o livro Kimbi e a Magia na Floresta (2022), escrito por Fernando Carlos Adão, que recebeu o Prêmio FNLIJ de Melhor Livro de Literatura Estrangeira em Língua Portuguesa em 2023 e, no mesmo ano, foi agraciado com a medalha de bronze na categoria Ilustração do Prêmio Brasileiro de Design (BDA, Brasil Design Award).
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Voltado a leitores a partir de 12 anos, que já possuem autonomia crítica e interpretativa, o que não impede que a narrativa e as imagens encantem leitores de todas as idades. Afinal, uma boa história sempre fala com o leitor que há em nós.