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Quem somos

As Edições Barbatana são a iniciativa de dois amigos — a designer Angela Mendes e o editor Paulo Verano — que se conhecem desde o início dos anos 1990 e, enquanto foram construindo sua carreira no mercado editorial, sempre desejaram publicar livros juntos. O primeiro título, Memórias de uma Girafa, foi publicado em 2016. Dez anos depois, nosso catálogo tem cerca de 60 títulos, a grande maioria agraciada com importantes distinções nacionais e internacionais.

O PROJETO EDITORIAL

Os livros da Barbatana seguem duas linhas que se comunicam com liberdade — a pesquisa editorial e a experimentação gráfica — e trazem de tudo um pouco: textos de ficção e de não ficção para crianças, jovens e adultos, tanto de autores e ilustradores conhecidos, como de jovens artistas até então inéditos ou pouco publicados. A revelação de talentos está, ao lado do garimpo de clássicos e da experimentação editorial e gráfica, na base de nossa locomoção. “Livros que a gente gosta, feitos do jeito que a gente gosta” é o anti-slogan que nos define.

POR QUE BARBATANA?

Nos peixes e grandes mamíferos, as barbatanas ou nadadeiras são a tecnologia que lhes dá direção e equilíbrio. Logo, embora sejamos rigorosos ao preservar a nossa autonomia e nos direcionemos por publicar apenas o que a gente gosta e do jeito que a gente gosta, ao mesmo tempo tentamos nos equilibrar entre a liberdade para experimentações e a busca por obras que possam alcançar públicos mais amplos.

ONDE QUEREMOS IR COM NOSSAS BARBATANAS?

Nossa utopia enquanto editora independente que somos é furar bolhas. Nosso maior best-seller é o clássico A história de Pedro Coelho (1902), de Beatrix Potter (1866-1943), que já vendeu mais de 35.000 exemplares, e cuja popularidade se estende às demais obras da Coleção Beatrix Potter. Entre os livros-objeto, o livro experimental Era uma Vez Outra Vez (2017), de Edith Chacon e Priscilla Ballarin, já ultrapassou os 25.000 exemplares vendidos, sendo um de nossos campeões de adoções públicas e privadas. Essa busca se complementa com a validação de importantes instituições legitimadoras nacionais e internacionais, que já premiaram a maior parte de nosso catálogo editorial. Mas não se engane: publicamos livros para crianças, para jovens e para adultos. Livros sem idade.

A INSPIRAÇÃO DE ALDO MANUZIO E ROBERTO CALASSO

Criada como espaço de liberdade, a Barbatana tem entre suas inspirações o editor veneziano Aldo Manuzio (1449/1452-1515), cujo trabalho guiou-se pela excelência editorial e gráfica. Festina Lente!, ou Apressa-te devagar!, oxímoro tomado de empréstimo por Aldo Manuzio junto ao Imperador Adriano (63 a.C-19 d.C.), nos representa, assim como o logotipo da editora de Manuzio nos inspira. Do mesmo jeito, nos guiamos pelas ideias do editor florentino Roberto Calasso (1941-2021), para quem o ato de editar se aproxima de um gênero literário, sendo considerado por ele uma forma de arte.

Como atuamos

Com atuação híbrida entre feiras de publicações e livrarias, muitos dos livros da Barbatana foram selecionados por clubes de livros e incluídos em editais governamentais.

Trajetória e Reconhecimento

  1. Estrear com um livro-objeto para crianças (2016)

    Nossa estreia aconteceu em maio de 2016 com o livro sanfonado Memórias de uma Girafa, de Clarice Verano, Paulo Verano e Kevelyn Oliveira, obra presente no catálogo da FNLIJ para a Feira do Livro Infantil de Bolonha 2017. Livro sanfonado três vezes adotado pela Secretaria de Educação de São Paulo, a nossa obra de estreia já vendeu mais de 12.000 exemplares e fundou nossas bases para nos tornarmos referência em livros-objeto, com cerca de 15 livros-objeto em catálogo, que aliam experimentação e alcance comercial.
  2. Criar uma série de livros adultos a partir das letras do alfabeto (2016)

    É também de 2016 a Série Outros Passos, nossa homenagem à Coleção Outros Passos, da outrora incrível Editora Brasiliense, de quem os editores somos fãs. Uma proposta livre nos gêneros literários, com grande requinte gráfico, em livros breves. Se o alfabeto tem 26 letras, em algum momento ("Apressa-te devagar!") chegaremos lá. Por enquanto, leia A Rua (2016), de João do Rio; O Futebol (2016), de Alcântara Machado, Lima Barreto e Mario de Andrade; A Margem (2017), de Guy de Maupassant; Punk (2018), o clássico de Antonio Bivar saído da Coleção Primeiros Passos, com a companhia de Kiko Dinucci nas ilustrações e posfácio; e Ordem (2019), romance de formação de Leusa Araujo. Dizem por aí que outros virão mais rapidamente a partir de agora.
  3. Lançar as melhores edições de Beatrix Potter (2016)

    O esforço, iniciado em 2016 com a publicação de A História do Esquilo Nutkin, rendeu os seus primeiros grandes frutos em 2018, quando a nossa edição do grande clássico de Miss Potter, A História de Pedro Coelho, de 2017, entrou na programação do Clube Leiturinha e foi para quase 14.000 lares brasileiros. Desde então, já são mais de 80.000 exemplares vendidos de 9 obras lançadas até 2026, com traduções premiadas pela FNLIJ, Cátedra de Leitura Unesco PUC-Rio e Destaques Emília. O segredo? Edições fieis às originais e traduções assinadas por grandes nomes da literatura infantil brasileira: Ana Maria Machado, Anna Flora, Cristina Porto, Elza Mendes, Heloisa Prieto, Janaina Tokitaka, Lalau Simões, Peter O Sagae e Rosana Rios.
    Lançar as melhores edições de Beatrix Potter (2016)
  4. Ter uma fada madrinha para chamar de nossa (2017)

    Em 2017, a escritora Cristina Porto, que a essa altura já era plenamente reconhecida como um dos principais nomes da literatura infantil de sua geração, lançou com a Barbatana o livro Caderno Alado: a Passarada do Infinito em Prosa e Verso, seu primeiro livro sobre natureza, acompanhado por colagens dela e por ilustrações de Ricardo Costa. O livro Caderno Alado foi para o Catálogo da FNLIJ para a Feira do Livro de Bolonha de 2018, recebeu o Selo Altamente Recomendável FNLIJ de Livro Informativo, entrou para Clube de Leitura ODS em Língua Portuguesa da ONU e foi incluído no programa Minha Biblioteca, da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. Já a gente ganhou uma grande amiga e fada madrinha.
  5. Publicar Wanda Gág pela primeira vez no Brasil (2018)

    Logo o lançamento dos clássicos infantis se estendeu a outros autores. Se em 2017 publicamos A Pequena Alice, de Lewis Carroll (1832-1898) e John Tenniel (1820-1914), em premiada tradução de Cristina Porto, no ano seguinte tivemos a honra de sermos a primeira editora brasileira a publicar a obra de Wanda Gág (1893-1946), escritora e ilustradora estadunidense responsável pela criação da obra-prima Milhões de Gatos, em 1928, ainda hoje considerada um dos mais importantes livros ilustrados de todos os tempos. De Wanda Gág, também já publicamos O Esquisitão (1929; 2021) e Nadica de Nada (1941; 2024). As três obras foram traduzidas por Nathalia Matsumoto, e todas elas receberam o Selo Altamente Recomendável FNLIJ na categoria Tradução Adaptação Criança.
    Publicar Wanda Gág pela primeira vez no Brasil (2018)
  6. Publicar livros (adultos e infantis) sobre música (2018)

    Publicar livros (adultos e infantis) sobre música (2018)

    Com o lançamento de Punk (2018), clássico do movimento contracultural lançado originalmente em 1982 como O Que É Punk, de nosso querido amigo Antonio Bivar (1939-2020), demos um passo importante: lançar bons livros sobre música, sem a preocupação de estreitarmos nossos modos de edição e circulação. Na Barbatana, cabe tanto uma obra-prima da reportagem, como a de Bivar, em edição que ele próprio considerou definitiva, com experimentações. Em 2020, lançamos em formato de compacto o livro A Nave Vai, que parte da letra de Jorge Du Peixe, compositor e cantor da Nação Zumbi, para tornar-se obra ilustrada, com a parceria de Rodrigo Visca. Em 2021, foi a vez de lançarmos outra obra musical, dessa vez em homenagem ao ícone punk norte-americano Patti Smith: Os Cavalos de Patti, da artista uruguaia Pato Segovia.
  7. Ser uma editora que publica livros ilustrados para jovens leitores (2019)

    Algo que jamais se esclareceu: por que é que, quando as crianças crescem, os livros para jovens leitores precisam perder o encanto visual? Pensando nisso, e levando adiante o pensamento de que bons livros ilustrados não têm idade, em 2019 lançamos Era uma Ve en la Fronteira Selvagem, do escritor sul-matogrossense Douglas Diegues, "o primeiro libro infantojuvenil em Portunhol Selvagem". A bem da verdade, livros ilustrados não precisam nem seguir à risca uma língua determinada, afinal Douglas escreve com fluência e inventividade em Portunhol, e é acompanhado pelas ilustraciones igualmente provocativas de Ricardo Costa. De 2022 são os livros juvenis A Noite da Floresta, de Suzana Montoro, com ilustrações de Kaique Valente, e Kimbi e a Magia na Floresta, do escritor angolano Fernando Carlos Adão, com ilustrações do brasileiro Kel. A estreia de Fernando rendeu-lhe o Prêmio FNLIJ de Melhor Livro de Literatura Estrangeira em Língua Portuguesa. Nos últimos anos, lançamos também nossa primeira graphic novel, Broto (2023), parceria entre Raíssa Kaspar e Fran Matsumoto premiada em Portugal, e Krishna: Prosopopeia em Duas Rodas (2025), outra parceria muito vibrante entre um escritor, Bruno Molinero, e uma artista visual, Cecilia Mondadori. E, por falar em parceria, também é em um livro ilustrado para jovens leitores, Minha Viagem com Mara (2025), de Marina Arbolave, que experimentamos uma bem-sucedida coedição com a editora Lote 42, também de São Paulo. Importante atestar, por fim, que nos divertimos muito com os nossos livos. Tomemos como exemplo definitivo O Livro do Riso (2024), escrito e ilustrado por Denise Gonçalves, almanaque a que chamamos de "desinformativo", mas que recebeu o Selo Altamente Recomendável FNLIJ de Obra Informativa.
    Ser uma editora que publica livros ilustrados para jovens leitores (2019)
  8. Tornar-se referência na publicação de livros-objeto (2021)

    Após a publicação de Memórias de uma Girafa (2016) e de Era uma Vez Outra Vez (2017), aos poucos a Barbatana foi integrando ao seu catálogo diversos outros livros sanfonados com diferentes estruturas gráficas. Manaus, de Irena Freitas, marcou a estreia da autora em 2019, que quatro anos depois publicaria com Mauro Calliari o livro-cidade São Paulo. Em 2020, Tatá revelou Fran Matsumoto. Em 2021, É Hoje! foi a primeira publicação comercial de Liliana Pardini. Em 2022, outra revelação: Juliana Storto lançou O Dia se Desdobra. Em 2024, outras 5 obras sanfonadas: a trilogia de livros-imagem Amarelo, Vermelho e Azul, de Daniela Galanti, Quadrilha, de Irena Freitas, e uma reedição de Haicobra, de Fabio Maciel e Márcio Sno. Muito adotadas por instituições públicas e privadas de Ensino, essas obras receberam algumas das principais distinções, como o Prêmio FNLIJ, o Selo Altamente Recomendável da FNLIJ, o Selo Distinção da Cátedra Unesco de Leitura PUC-Rio, os Destaques Emilia e a exposição na Feira do Livro Infantil de Bolonha e na Bienal de Ilustração de Bratislava. Muitos desses livros sanfonados têm construção extremamente complexa, e nos é motivo de orgulho trabalharmos comercialmente esses livros experimentais em larga escala. Mas importante: nem sempre o livro-objeto se resume ao formato sanfonado. Bons exemplos disso são os premiados livros Zé Bigode Rei da Rua em Cordel, de Eduardo Ver, estruturado em uma pasta que contém páginas coloridas soltas com os cordéis e xilogravuras, e Querido Burle Marx, (2024), homenagem de Renata Bueno ao Paisagista Roberto Burle Marx (1909-1994), em que folhas de papel-vegetal intercaladas contribuem para a narrativa.
  9. Conquistar premiações e destaques internacionais (2021)

    A partir de 2021, com a seleção de dois livros nossos na prestigiosa Bienal Internacional de Bratislava, passamos a ter algumas de nossas obras também notadas fora do Brasil. Se Manaus (2019), de Irena Freitas, e Invictus (2021), com xilogravuras de Eduardo Ver, estiveram na Eslováquia, A Nave Vai (2020), de Jorge Du Peixe, ilustrado por Rodrigo Visca, foi premiado em Moscou. Em 2024, o livro Tatu do Azul (2024), escrito por Elias Nasser, teve as ilustrações de Henrique Coser Moreira agraciadas com o Prêmio Fundación SM-Bologna Children's Book Fair, o primeiro prêmio de ilustração da Feira do Livro Infantil de Bolonha. Na mesma edição da feira, as ilustrações de Irena Freitas para o livro São Paulo, com Mauro Calliari, também foram expostas. No mesmo ano, a graphic novel Broto, de Fran Matsumoto e Raíssa Kaspar, foi premiada em Beja, Portugal. Em 2025, o livro Abebe Bikila e os Pés de Vento (2021), de Erika Astronauta, foi premiado em Bolonha, Itália.
  10. Ter os nossos primeiros livros adotados pelo PNLD (2022)

    Ter os nossos primeiros livros adotados pelo PNLD (2022)

    Desde 2018, os livros de nosso catálogo já vêm sendo adquiridos em importantes iniciativas de políticas públicas, em níveis municipal e estadual. Mas em 2022 demos o passo além. O Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), é a principal política pública nacional voltada à aquisição de livros didáticos e literários do Brasil. No PNLD Literário 2022, a Barbatana participou com a inscrição de duas obras: Tatá, de Fran Matsumoto, e Debaixo da Minha Cama, de Irena Freitas, duas autoras que vêm tendo muito destaque na cena do livro ilustrado brasileiro, e que foram reveladas por nossa editora. Maior ainda a alegria de termos tido essas duas obras maravilhosas aprovadas. Em 2025, um total de livros que superou os 50.000 exemplares das duas obras juntas foi distribuído país adentro. Enquanto muitas editoras criam obras sob medida para os editais, nós fazemos o contrário: primeiro enfocamos nas obras que desejamos publicar e depois tentamos que elas tenham uma circulação maior. E isso aumenta o sabor de tudo.
  11. Passar a também lançar literatura brasileira adulta (2025)

    Por mais que já tivéssemos em catálogo outros livros voltados ao público adulto, e, principalmente, por mais que não nos preocupemos com esse etarismo livresco, em 2025 demos o passo definitivo: lançar obras marcadamente adultas. A estreia veio com o lançamento do clássico Vidas Secas: Edição Ilustrada, com o texto integral de Graciliano Ramos acompanhado de um extraordinário ensaio visual de Ricardo Costa (além de ensaios textuais do próprio Ricardo e do escritor Raimundo Carrero), e do romance contemporâneo Angelim, do grande escritor brasileiro João Anzanello Carrascoza, além do lançamento de uma trilogia de livros-imagem sem idade definida: Davi Sonha e Eu Também, uma homenagem do artista plástico Luiz Telles à cosmogonia de Davi Kopenawa. E muito mais vem por aí.
    Passar a também lançar literatura brasileira adulta (2025)
Olá!

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