Nesta edição premiada, ilustrada pelo xilogravurista Eduardo Ver e traduzida pela poeta Ana Rüsche, conheça “Invictus”, o mais importante poema do escritor britânico William Ernest Henley que inspirou a resistência de Nelson Mandela durante os 27 anos em que ficou injustamente preso.
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Nesta edição premiada, ilustrada pelo xilogravurista brasileiro Eduardo Ver e traduzida pela poeta Ana Rüsche, conheça Invictus, o mais importante poema de William Ernest Henley (1849-1903) que inspirou a resistência de Nelson Mandela durante os 27 anos em que ficou injustamente preso.
Publicado originalmente em 1888 pelo escritor britânico William Ernest Henley, o poema alcançou status global de símbolo de resistência e de contribuição à luta política de Nelson Mandela (1918-2013) ao ter inspirado o líder sul-africano a resistir durante sua longa e injusta prisão (1964-1990), continuando a inspirá-lo em sua batalha para a construção de um país melhor e mais justo.
Nesta edição, em capa flexível, o poema é traduzido pela combativa poeta paulistana Ana Rüsche e ilustrado pelo xilógrafo Eduardo Ver, artista que tem, como motor de sua própria produção, um potente trabalho situado entre a resistência e o silêncio, a luta e a beleza, o sagrado e o terreno.
Finaliza a obra um Posfácio escrito pela também poeta Viviane Nogueira, que contextualiza e insere o poema dentro das discussões contemporâneas sobre racismo, desigualdade social e contrarreação antirracista.
Projeto editorial das Edições Barbatana, este livro se propõe a atualizar as interpretações propiciadas pelo poema e é uma espécie de grito silencioso em forma de oração.
Saiba mais sobre o livro
A ideia para a criação deste livro surgiu em meados de 2019, quando, ao nos depararmos novamente com o magistral poema do escritor britânico William Ernest Henley (23 de agosto de 1849-11 de julho de 1903) — que tanto inspirara o líder sul-africano Nelson Mandela (18 de julho de 1918-5 de dezembro de 2013) a resistir durante sua longa e injusta prisão, que foi de 12 de junho de 1964 a 11 de fevereiro de 1990 — e que, depois, continuaria a inspirá-lo em sua batalha para a construção de um país melhor e mais justo —, pensamos em nós mesmos, em nosso país em frangalhos, em nossa identidade por redescobrir urgentemente.
Conhecíamos há algum tempo o trabalho do xilógrafo Eduardo Ver e, ao nos encontrarmos, no início de 2020, a química foi imediata. O motor de sua própria produção estava, como está, em algum lugar entre a resistência e o silêncio, a luta e a beleza, o sagrado e o terreno. Algumas das xilogravuras aqui reunidas já estavam prontas, outras foram criadas especialmente para o livro. Olhando agora, todas parecem direcionadas a Invictus, a Mandela e a todos nós.
Ana Rüsche, querida amiga e combativa poeta, ficou igualmente tocada com o convite para a tradução. E foi ela quem nos fez a ponte com a também poeta Viviane Nogueira, que escreveu o Posfácio que sempre imaginamos —mas que só ela poderia ter escrito.
Depois o ano começou, e a bem da verdade parece que tudo recomeçou. O mundo ficou doente. O Brasil ficou mais doente. Ágatha Vitória Sales Félix (morta em 20 de setembro de 2019), Miguel Otávio Santana da Silva (em 2 de junho de 2020) e muitas outras meninas e meninos, a maioria negros, perderam brutalmente suas vidas no país antes e depois desse momento em que Viviane começou a escrever. George Floyd foi assassinado nos Estados Unidos em 25 de maio de 2020, dando início a protestos, primeiro lá, depois em várias partes do planeta.
Prosseguimos nos sentindo sufocados, e este livro é uma espécie de grito silencioso em forma de oração.
(Da Apresentação)
Nasceu em Gloucester, Gloucestershire, Reino Unido, a 23 de agosto de 1849, e morreu em Woking, Surrey, a 11 de julho de 1903. Autor do poema Invictus, que inspirou a resistência de Nelson Mandela durante os 27 anos em que ficou injustamente preso.
Sua obra não está publicada no Brasil, e entre ela encontram-se o livro de ensaios Views and Reviews (1892) e os livros de poemas The Song of the Sword (1892), Poems (1898) e Hawthorn and Lavender (1901).
Mas sem dúvida é o poema Invictus, originalmente publicado em seu Book of Verses (1888) — e muito por conta de Nelson Mandela —, sua grande herança.
Nascido em São Paulo (SP). Xilógrafo formado em Artes Visuais. Já participou de exposições e mostras de gravura no Brasil e no exterior. Gosta das conversas da beira do campo de várzea e das rodas de samba.
Está sempre atento no jogo para saber que bicho deu na milhar e toda encruzilhada que atravessa pede licença para passar. Tem sua produção xilográfica dedicada à pesquisa da Umbanda e dos festejos populares.
Pela Barbatana, ilustrou o livro Invictus, selecionado para integrar a Bienal Internacional de Ilustração de Bratislava em 2021, e publicou o livro Zé Bigode Rei da Rua em Cordel.
Nasceu em São Paulo (SP). É escritora, possui publicados os livros de poesia Rasgada, Sarabanda, Nós que adoramos um documentário e Furiosa; em prosa, Acordados, Do amor e A telepatia são os outros. Doutora em Letras pela Universidade de São Paulo, com pesquisa sobre ficção científica, feminismo e utopia. @anarusche e www.anarusche.com
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Voltado a leitores a partir de 12 anos, que já possuem autonomia crítica e interpretativa, o que não impede que a narrativa e as imagens encantem leitores de todas as idades. Afinal, uma boa história sempre fala com o leitor que há em nós.