Nesta obra luxuosa, temos uma edição cotejada do clássico maior de Graciliano Ramos acompanhada por um ensaio visual de tirar o fôlego realizado pelo artista Ricardo Costa, com posfácios dele e do escritor Raimundo Carrero e de uma abrangente cronologia de vida e obra.
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No clássico Vidas Secas, obra maior de Graciliano Ramos (1892-1953), o grande escritor alagoano, nome central do Modernismo dos anos 1930, apresenta “narradores múltiplos com a composição de painéis em parágrafos — ao modo de Portinari e Diego Rivera —, em capítulos através do olhar do personagem, numa estratégia de grande teatro do mundo”, conforme nos revela o escritor Raimundo Carrero nesta edição ilustrada — de tirar o fôlego — que ora publicamos, em que o artista Ricardo Costa dá concretude material à ideia, ao imaginar “cenas reais, cenários reais onde elementos reais interagissem, em contraposição à pura representação tradicional da ilustração” — e ao realizá-las com imensa dramaticidade teatral.
Acompanham a edição dois posfácios, um de Raimundo Carrero sobre a obra maior de Graciliano Ramos, e outro de Ricardo Costa, em que o artista faz paralelos entre a obra literária e a adaptação cinematográfica de Nelson Pereira dos Santos e teoriza sobre o seu processo criativo, além de uma abrangente Cronologia com vida e obra do escritor.
Vidas Secas é o romance que inaugura a literatura adulta clássica brasileira no catálogo da Barbatana. Mas pode ser lido por leitores curiosos a partir de 15 anos.
Nasceu em Quebrangulo (AL), em 27 de outubro de 1892, e morreu no Rio de Janeiro, então capital federal, em 20 de março de 1953. Considerado um dos grandes escritores brasileiros de todos os tempos, é nome central do Modernismo da Geração de 1930 e reconhecido nacional e internacionalmente por sua extensa obra literária, em que Vidas Secas (1938) ocupa lugar de destaque, ao lado de clássicos como Caetés (1933), São Bernardo (1934), Angústia (1936), Infância (1945), Insônia (1947) e Memórias do Cárcere (1953).
Foi homem público, jornalista, cronista, contista e romancista, identificado por sua linguagem concisa e pela profunda preocupação com a condição humana e os problemas sociais do país, ímpar ao conciliar o tom regionalista com a abordagem de temas universais.
Nasceu e reside em São Paulo (SP), em 1969, aos pés da reserva florestal da Serra da Cantareira, a maior floresta urbana do mundo, o pouco que restou da sagrada Mata Atlântica dos nossos ancestrais Tupis-guaranis. É artista visual, atuando em cenografia e ilustração.
Trabalhou também em espetáculos produzidos pelo Grupo de Teatro Oficina, participando na criação de cenografias, figurinos e objetos cênicos.
Publicou em 2018 o livro Odara, Tudo Que É Bom e Bonito!, fruto de uma pesquisa de mais de dez anos.
Para as Edições Barbatana, fez ilustrações para os livros Vidas Secas: Edição Ilustrada, de Graciliano Ramos; Punk (2018), de Antonio Bivar; e Caderno Alado: a Passarada do Infinito em Prosa e Verso (2017), de Cristina Porto.
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Voltado a leitores a partir de 15 anos e adultos, com temas que convidam à reflexão e ao amadurecimento literário, mantendo a sensibilidade que atravessa gerações. Uma obra para ser lida, guardada e revisitada em qualquer fase da vida.